quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

democracia e liberdade

Governo democrático ou governo do povo é aquele regido pela vontade popular. Carnaval é a festa mais popular do Brasil. Logo, faz parte das obrigações das secretarias, departamentos e ministérios da cultura fomentar as atividades carnavalescas. Em Guaxupé, a Prefeitura irá investir cerca de 500 mil reais no carnaval. Destes, 64 mil serão divididos entre 7 grupos carnavalescos, a Banda do Zé Cabeção (3.250), Bloco do Espaço (8.250), Viralatas do Samba (8.250), Unidos das Vilas (11.250), Feijão Queimado (11.250), XV de Novembro (11.250) e Cores da Casa da Criança (11.250). Para Bia Monteiro, do Feijão, quem faz a festa acontecer são os blocos e escolas que desfilam na avenida. Em contrapartida, o maior investimento público vai para os trios elétricos, que além de altamente dispendiosos emitem gases poluentes. Infelizmente, o interior de Minas está sendo dominado pela cultura baiana em detrimento da cultura regional. Bia afirma, ainda, que se o carnaval da cidade tiver apenas os trios, e as escolas e blocos decidirem não desfilar, o povo vai chiar. Tivemos exemplos que comprovam a teoria dela, como no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Sem blocos e escolas nosso carnaval perdeu notoriedade e atrativos, literalmente espantando os turistas para Guaranésia e Muzambinho. O resgate dos carnavais de outrora recomeçou timidamente, em 2005. Mas ainda está distante do ideal. Ouvimos prefeitos e dirigentes da cultura afirmarem que escolas e blocos não deveriam receber dinheiro público. Os dirigentes das agremiações carnavalescas discordam. Nenê Granjeiro, também do Feijão, ficou indignado com a entrevista do Bacurau, publicada no Correio Sudoeste do último final de semana. O ex-presidente da Ala Jovem afirma que a sua escola não se mantinha com subsídios públicos, mas sim com livros de ouro e eventos. É controversa esta afirmação, pois há 20 anos ou mais os desfiles chegaram a receber quantias públicas bem mais vultosas que as atuais, até mesmo a Ala Jovem. A diminuição desta verba foi um dos principais fatores que desmotivaram os antigos carnavalescos, afinal, quem é que não precisa de se sentir valorizado? Em todas ou na maioria das cidades da região os desfiles recebem verba municipal. Isto não implica que as agremiações não devam se organizar, ter identidade jurídica e procurar, também, investimentos das empresas privadas. Tudo associado forma um conjunto para dar legitimidade e força ao carnaval. É penoso constatar que muitos acham que os carnavalescos saem às ruas para se divertir e, portanto, não devem receber dinheiro em troca. Esta é a realidade da grande maioria dos dirigentes de hoje, que batalham para por seu "bloco" na rua, a despeito de inúmeras dificuldades. Como alguém pode ter a cara de pau de pedir que esses mesmos dirigentes trabalhem o ano inteiro para angariar fundos se a festa é de todos? Concordo com a Bia, os blocos e escolas fazem um show na avenida e devem ser valorizados e pagos para tal. Pergunte para um músico que ama o que faz se ele faz show de graça? Não no carnaval de Guaxupé. Ninguém faz graça, é trabalho. Por isso defendo que blocos e escolas recebam uma fatia maior de um evento orçado em 500 mil, não apenas 15%. E que os comerciantes e empresários da cidade se conscientizem da parte que lhes cabe nessa história. É humilhante solicitar patrocínios e ser recebido como indigente, estelionatário ou coisa pior. O carnaval é um produto que vende e faz vender.
O Viralatas do Samba irá investir 12.500 reais no desfile de 2010. Destes, 8.250 vêm da Prefeitura e, 4 mil, da venda de "kits". Este ano, o bloco recebeu uma colaboração adicional do Centro Educacional Anchieta. Esperemos que todo esse esforço valha a pena, que a população prestigie os desfiles que acontecerão no sábado e na segunda, a partir das 20h. Aos "viralatas" caberá se divertirem e fazer o público se divertir. Afinal, todos fazem parte desse espetáculo.














LIBERDADE


Ano passado os "viralatas" formaram um "barracão" na Rua João Pessoa, 43, ponto de encontro dos integrantes do bloco. Homens pagaram 100 reais e mulheres 50, funcionando como um "open bar" durante os 5 dias de festa.
Este ano, uma nova proposta, discutida exaustivamente por uma "diretoria" formada pelos integrantes mais assíduos, onde todos opinaram, democraticamente. O "bar" da casa foi tercerizado para os "canaia" (Lena & esposo) e todos os integrantes do bloco poderão entrar. É um neobarracão viralata, com a finalidade de oferecer mais liberdade aos participantes, que poderão escolher quando frequentar, quanto e o que consumir.
Para garantir música ao vivo e de qualidade durante as madrugadas será cobrado um couvert artístico de 5 reais, para os "viralatas", e de 10 reais para os demais. A diversidade do repertório e dos músicos não foi definida, pois grupos ainda poderão ser formados, a turma está aberta para novas sugestões.




























Nas próximas postagens, cobertura dos ensaios de outros grupos carnavalescos de Guaxupé, que com muito samba no pé, esforço e criatividade, ajudam a perpetuar a tradição do samba de rua e das marchinhas de carnaval, típicas do interior de Minas Gerais.

sábado, 30 de janeiro de 2010

vira!

Banner enviado para a Banca Martins ( www.bancamartinsguaxupe.com.br ) que fará a comercialização dos "kits viralata" (camiseta, bermuda ou saia e faixa de cabelo), por R$ 25,00. Os ensaios continuam na Rua João Pessoa, 43, a partir das 19h, terças, quintas e domingos. As datas e horários dos desfiles serão definidos na segunda, 01, em reunião no Departamento de Cultura, com a participação de todos os cordões, blocos e escolas. Se confirmado, o Viralatas sairá novamente no sábado e segunda.



Além da Prefeitura de Guaxupé e da Casa da Cultura, o Viralatas do Samba conta, também, com o apoio do Centro Educacional Anchieta.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

esquenta

Fotos fresquinhas do ensaio de ontem:

























quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

late, comunidade!

Hoje, quinta (21) acontecerá ensaio do Viralatas do Samba, a partir das 19h, na Rua João Pessoa, 43 (rua ao lado da Pernambucanas). São apenas 10 ensaios até o carnaval, por isto, Viralatas, mãos à obra!
Ontem gravamos o samba-enredo na Comunitária, com a participação das ilustríssimas Dora e Jussara, do A Quatro Vozes. Rodolfo foi baking, tocou chocalho, pandeiro e ainda tirou fotos, rs. Agradecimento especial ao radialista Caetano Cury, pela paciência e dedicação.
O departamento de cultura assinou somente hoje convênio com a Casa da Cultura para repasse das verbas às escolas e blocos que irão sair na Conde. Há muito a ser feito num curto espaço de tempo, o carnaval começa dia 11.02! Precisamos do apoio de todos os Viralatas. Apareça!
Os kits de 2010 serão vendidos na Banca Martins, a partir do próximo fim de semana, por R$ 25,00 o primeiro lote. Lembrando que os integrantes da bateria ganham a "fantasia". Este ano, também, todos que participarem do bloco terão livre acesso à "casa da vó Maria", onde será instalado o Bar da Virada, que funcionará nos 05 dias de carnaval, das 19 às 7h. No cardápio, cerveja de garrafa a R$ 2,50, entre outros atrativos.




















MARCOS NORONHA

O Instituto Elias José está disponibilizando o DVD "Em nome do povo" - Documentário sobre a vida de Marcos Noronha, seu trabalho e sua luta em prol da dignidade humana.
Este DVD encontra-se à venda na Casa da Cultura, por R$ 15,00 (quinze reais), e pode ser adquirido na secretaria em horário comercial, de segunda à sexta-feira.

Mas quem foi Marcos Noronha?

Se não tivesse morrido em 1998, o ex-bispo da diocese de Itabira, MG, estaria com a idade de 74 anos. Mineiro de Areado, Marcos Antônio Noronha foi ordenado aos 23 anos e sagrou-se bispo aos 41. Numa visita de quatro meses a Roma, por ocasião da quarta e última sessão do Concílio Vaticano II (setembro a dezembro de 1965), Noronha se fez uma pergunta: “É esta a Igreja de Cristo?”. De linha progressista, o jovem bispo queria muito uma igreja menos burocrática e menos poderosa, mais envolvida com o povo.

A época era muito difícil e vários setores da Igreja Católica e da igreja protestante estavam comprometidos com a repressão política. No final de 1967, o núncio apostólico Dom Umberto Mosconi se encontrou com o bispo Noronha em Três Corações, Minas Gerais, e disse-lhe sem mais nem menos: “Há uma queixa na Secretaria de Estado do Vaticano, segundo a qual V. Exa., durante a assembléia dos bispos, em São Paulo, dormiu com duas freiras e uma moça”. Nesse exato momento, o caldo entornou e Noronha respondeu ao núncio: “Não quero mais nada na Igreja de Roma”. Ele era inocente. Só mais tarde descobriu-se que a calúnia fora provocada por “um erro de nomes e de alguma vingança política”.

No dia de finados de 1970, Noronha oficializou sua renúncia ao episcopado e tornou-se professor e diretor da faculdade de Ciências e Letras de Guaxupé. Seis anos depois, mudou-se para Belo Horizonte, onde se casou e exerceu cargos importantes na Fundação João Pinheiro, na Secretaria da Educação e na Secretaria de Planejamento do Estado de Minas Gerais.

O livro que ele escreveu (Marcos Noronha e a Igreja) foi publicado pela Editora Vozes em 2001, três anos depois de sua morte.

Fonte:
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=306&secMestre=370&sec=391&num_edicao=277


Vamos comemorar, o dálmata encontrou um lar!! Agradeço a todos colaboradores e amigos que contribuiram nesta conquista.

domingo, 17 de janeiro de 2010

carnaval em guaxupé

oi, cãopanheiros, falar sobre o carnaval de Guaxupé em 2010 é meio temerário, pois as informações são poucas, inexatas. Só posso dizer que haverá carnaval de rua, ouvi da boca do diretor de cultura, Luiz Renato, que serão dois trios elétricos, que haverá sonorização num trecho da avenida, entre outras novidades não informadas por ele. Por isso, antes de se decidir a passar o carnaval em outra cidade, leve em conta as chuvas, congestionamentos, filas e finanças. Ficar por aqui, além de mais econômico, tem o conforto da casa de familiares e amigos, mais a típica hospitalidade guaxupeana, principalmente pra quem vem de fora...

Conte também com a criatividade dos blocos carnavalescos que irão desfilar na Conde Ribeiro do Valle. Este ano serão oito: Feijão Queimado, Unidos das Vilas, XV de Novembro, Casa da Criança, Bloco do Espaço, Bandinha do Museu e Banda do Zé Cabeção. Além do Viralatas do Samba, claro! A Fênix não participará desta vez.

O Viralatas já está com samba-enredo pronto (Zap), e as costureiras trabalhando a todo vapor pra iniciar a venda dos "kits viralatas" no próximo final de semana. As informações serão encaminhadas pelo orkut, por e-mail e pelo indefectível boca a boca. Espero que novos "viralatas" somem-se aos tradicionais, pra juntos dividirmos alegrias. Informe-se.

Na próxima terça, 20, acontecerá apresentação do samba-enredo a partir das 19h, na casa da vó Maria (Rua João Pessoa, 43), mais ensaio da bateria. O mestre de bateria Everton (Tom) de Orlando, que comandou o "bate-latas" em 2007, estará novamente entre os viralatas. Graças ao apoio financeiro da Prefeitura de Guaxupé será possível a aquisição de novos instrumentos. A roda de samba do Viralatas está garantida na avenida, apesar de ainda faltar detalhes importantes a serem repassados pelo departamento de cultura. Acompanhe o andamento das atividades do bloco, aqui.

Zap

Anunciei aos quatro ventos
Aos quatro cantos do mundo
Que o Vi-ra-la-tas
Vai desfilar (eô, eô)
Na avenida
E com sua alegria contagiar

Na lua nova
Há quatro folhas em nosso quintal
Depois do trevo
Rolou um grande sarau (eô, eô)
Com as crianças e os bichos bem afinados
Para brincar
Nos quatro dias de carnaval

A natureza ta dando o troco
Com o quatro de paus, é truco, é truco
Em vez de seis “mio”, quatro erres ladrão
Reutilizar, renovar, reinventar, reciclar
Pra evitar destruição

À quatro cordas do meu cavaco
No teu ouvido de mansinho
Entre quatro paredes
Nosso amor vai germinar
No fogo, na água, na terra e no ar.

(Adaptação da letra e música: Washington Rodrigues;
Roteiro original: Lola, Luana e Sheila)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

and the winner is

Recebi por e-mail e amei, portanto decidi compartilhar:
































































































































































De acordo com o e-mail, propaganda iniciada há 2 anos por uma rede de verduras, frutas e legumes do Rio de Janeiro, a Hortifruti.

Lembrando, hoje é o Dia dos Santos Reis.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

au sucesso

Fim de ano, de novo!
Fim de ano-novo
Fim de ano, novo



Este passarinho seguiu minha mãe da praça até o portão de casa. Tremia muito e piava. Demos um pedaço de bolo de cenoura pra ele. Gostou de ficar no dedo da minha tia. Quando adquiriu segurança, voou. Não é o que todos queremos?

Acho que já comentei aqui sobre meu gosto pelas propagandas bem-feitas (benfeito dever ser usado como substantivo, bem-feito, como adjetivo, e bem feito, como interjeição: Bem feito para ele!. Mas que M, não?). Retomando, comecei a fumar influenciada pelas propagandas do Hollywood, que além do slogan “ao sucesso”, ligavam cigarros aos esportes de aventura, sempre com muito rock’n roll e adrenalina. Através da minha incoerência e burrice, pois é fundamental fazer uma triagem cerebral de toda informação, não importa de onde venha, aprendi com o tempo a relativizar tudo. Consegui compreender, mais ou menos, Albert Einstein: tudo, mas tudo mesmo é relativo.
Fim de ano, fatalmente, é hora dos planos de mudanças. Quem é gordo quer emagrecer, o velho, rejuvenescer, o pobre, ficar rico... Felicidade, amor, sucesso, prosperidade e paz são os “quesitos” em alta. Os significados destas palavras mágicas ninguém sabe, cada um tem seu peso e sua medida. Só que as sociedades insistem em nos massificar. Veja bem, a atriz Dira Paes será lembrada pela personagem Norminha, aquela do “você não vale nada, mas eu gosto de você”, que dava leite com sonífero para o marido e caía na gandaia. Parece que o brasileiro tem uma empatia inexplicável por pessoas de caráter duvidoso. A atriz foi, também, a hilária Solineuza em A Diarista, pra mim, personagem bem mais marcante.
Considero a jornalista Paula Saldanha um exemplo de sucesso. Começou na Globo, mas não quis ser globalizada, nem global. Tem uma produtora com o marido e faz muitos documentários bacanas por aí, sobre a natureza e o meio ambiente. Pra obter felicidade é preciso gostar do que se faz. E tudo está interligado, ninguém tem sucesso, paz ou felicidade trabalhando com algo que não curte. Ou tem? Acho até que atrapalha no amor... Dinheiro já é outra questão (aliás, duvido que alguém que viva para ganhar dinheiro, trabalhando, faça amor gostoso com frequência...).
O importante é respeitar as diferenças. “Portamelá” que você não concorde com minha visão de sucesso ou que eu não concorde com a sua. Agora, por que a maioria das pessoas são ávidas por dinheiro e por churrasco ao mesmo tempo? E normalmente desprezam as questões ambientais e os animais? Tá, eu respeito seu jeito, embora não concorde com ele. Mas minhas ações não provocam danos à natureza nem a nenhum ser vivo. Seria melhor pra todo o mundo que todos tivessem uma alimentação mais equilibrada, com mais saladas e menos x-burgueres, por exemplo. Coma carne, de vez em quando. Fume, mas não descarte o maço vazio e o saquinho plástico nas ruas (se puder, nem o bira). Mesmo distante, fico triste pelas pessoas que todos os anos sofrem com os alagamentos em São Paulo. Isto é fruto da burrice, pois a maior parte dessas pessoas joga nas ruas, córregos e rios lixo, muitas vezes responsável pelas enchentes.
Rodolfo Ludovico Bunifácio, estudante universitário e artista multimídia amador, viajou com Ana Lia Monteiro Leonel pra Argentina. Além de comemorar o ano novo, juntos participarão de uma das etapas da Marcha Mundial pela Paz e não-violência. Ele foi um dos divulgadores da “marcha” no Brasil. Caboclo “arretado” esse tal de Rodolfo, diria Bruno das Gerais com seu sotaque cearence. E eu diria, você também não fica atrás, Bruno. Outro batalhador de um sucesso particular. E já é vitorioso. Nas duas oportunidades que tive, em dezembro, de ouvi-lo tocar e cantar percebi o quanto amadureceu. Está com um repertório bom demais, volta logo!
Além destes exemplos de sucesso bem próximos de mim, cito Amália Safatle, uma das jornalistas fundadoras da revista Página 22. Fomos muito amigas em São Paulo. O sonho dela era trabalhar com reciclagem e atividades relacionadas ao meio ambiente. A Página 22 se firmou no mercado editorial falando sobre sustentabilidade. Aliás, Amália e Silvana Abrão fizeram o favor de me aproximar dos bichos.


Ajude este DÁLMATA (Pongo) a encontrar um lar espaçoso. Ele tem cerca de 2 anos e meio, foi abandonado pelo dono no sítio onde vivia, sem comida e cuidados. Estava infestado de "bicheiras", seria sacrificado se alguém não se dispusesse a cuidar dele. Agora está ótimo, fortíssimo e disposto. Pronto pra recomeçar em 2010, se uma pessoa responsável e generosa se dispuser a adotá-lo. É ótimo cão de guarda. Entre em contato por e-mail ou direto na MinasVet (3551-7455).



O show do Bruno das Gerais no Cine 14 Bis, dia 18, teve como cenário as telas do Eré (sozinho, de azul numa das fotos).


LAÍSE E O PALÁCIO

Sou fã do Palácio das Águias e da Laíse Vieira, atriz amadora, formada em Letras e diretora do Instituto 14 Bis. Em dezembro, o destino uniu os dois. Laíse conheceu um estudante de cinema que viria a Guaxupé para filmar a última parte do seu média-metragem no Palácio das Águias, um dos palcos da infância do diretor. O projeto foi beneficiado com 25 mil reais pela Lei de Incentivo à Cultura de Uberlândia (em Guaxupé já temos uma similar). Contou, também, com o apoio do departamento de Cultura de Guaxupé, que bancou a hospedagem da equipe e mandou limpar o local das filmagens. O Palácio, antes coberto de MUITO mato e sujeira, ficou iluminado na noite de sábado, 19.
Flávio Citton Pasqua, o estudante de Cinema, havia procurado Laíse para que ela reunisse um grupo de pessoas que topasse participar de uma espécie de sarau, pano de fundo da filmagem. Infelizmente, a maioria dos convidados não apareceu e o diretor partiu para o plano B, sem os figurantes locais. Laíse e no mínimo 8 desses convidados passaram por lá, a partir das 20h, como combinado. Até o jornalista Silvio Reis tentou entrevistar o diretor, sem sucesso. Os guaxupeanos se sentiram figurantes fantasmas, não conseguiram interagir com os mais de 10 integrantes da equipe de Uberlândia. Nem Laíse, que se desdobrou para comparecer, e à caráter (seu personagem estava de preto, com um balde d'água na mão), mereceu atenção.
Palácio abandonado
Um dos mais belos exemplares da construção da primeira metade do século XX, em Guaxupé, é o Palácio das Águias. Foi construído por José Puntel na década de 30 e 40, com restos de materiais de construção e MUITA CRIATIVIDADE. Por remeter à obra do famoso arquiteto catalão Gaudi, Serjão Monteiro batizou seu extinto bar que funcionava no local, de Café Gaudi. Por sua arquitetura peculiar, é um exemplar único na cidade, quiçá na região. Este bem deveria ser guardado e conservado como preciosidade. Em vez disto, está abandonado pelos proprietários.
Uma vez o arquiteto Moacyr Cyrino me falou que não valeria a pena tombar o Palácio pelo Patrimônio Histórico. Seria preciso investir muito dinheiro no restauro, além do valor a ser pago pelo imóvel, caso houvesse interesse da Prefeitura. Sou defensora renitente do Palácio das Águias. Se eu tivesse poder, compraria o imóvel (seria uns 300 mil?). Acho até que esta ideia deveria ser encampada pela atual administração, visto que o dirigente do Departamento Municipal de Cultura é o historiador Marcos David, que sabe o valor que o Palácio tem para a história da arquitetura local. Depois, a Prefeitura poderia obter apoio do Governo Federal e da iniciativa privada para o restauro. Nossa, esta administração também entraria pra história, o Palácio das Águias seria uma das marcas do seu sucesso. E que marca!























DESEJO PARA 2010
Não respeito a burrice; odeio injustiças.
Espero que em 2010 habitemos um mundo mais justo para seres humanos, natureza e animais, com pessoas bem-informadas, responsáveis e inteligentes.
Ou pelo menos nossa cidade.

Um abraço especial pro Felipinho, vice-prefeito da gestão anterior, que me parou outro dia na rua pra me cumprimentar por este blog. Fiquei muito honrada com o elogio. Muitos falavam que ele não atuou como vice. Também, porque nunca precisou, e ele nunca disse que estaria disposto ao contrário. Pelo menos não atrapalhou. Hoje sentimos na pele como esta atitude já é muito importante. Nossa vice é uma das mais acirradas oponentes do prefeito Roberto Luciano. Isto não é nada bom para a população guaxupeana, menos ainda para quem os elegeu.